ZÉ MIGUEL WISNIK

Graduado em Letras, mestre e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, Wisnik estudou piano clássico e apresentou-se pela primeira vez como solista da Orquestra Municipal de São Paulo aos 17 anos, interpretando o Concerto nº 2, de Camille Saint-Saëns. Em 1968 participou do Festival Universitário da extinta TV Tupi, com a canção “Outra Viagem”, cantada por Alaíde Costa e gravada posteriormente por Ná Ozzetti.

Wisnik tem três discos gravados: o independente “José Miguel Wisnik” (2000),”São Paulo Rio” (2002), com participação da cantora Elza Soares, com quem realizou alguns shows em 2002, além de participar da direção artística de seu disco “Do Cóccix até o Pescoço”; e “Pérolas aos Poucos” (2003).

O compositor, que escreve regularmente ensaios sobre música e literatura, publicou “O Coro dos Contrários – a Música em Torno da Semana de 22” (Duas Cidades, 1977), “O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira” (Brasiliense, 1982) e “O Som e o Sentido” (Companhia das Letras, 1989), “Sem Receita – Ensaios e Canções” (Publifolha, 2004), “Veneno Remédio: O Futebol e o Brasil” (Companhia das Letras, 2008) e “Machado Maxixe: O Caso Pestana” (Publifolha, 2008), além de participar dos livros coletivos “Os Sentidos da Paixão”, “O Olhar e Ética” (Companhia das Letras, 1987, 1988 e 1992) e do “Livro de Partituras” (Gryphus, 2004).

Além de seus discos, livros, ensaios e aulas, Wisnik faz também música para cinema (“Terra Estrangeira”, de Walter Salles e Daniela Thomas), teatro (“As Boas”, “Hamlet” e “Mistérios Gozozos” para o Teatro Oficina, e “Pentesiléias”, de Daniela Thomas, dirigida por Bete Coelho) e dança. Fez três trilhas sonoras para o grupo Corpo, “Nazareth” (1995), “Parabelo” (1997), em parceria com Tom Zé, e “Onqotô”, com Caetano Veloso (2005) e é o diretor musical da próxima trilha inédita do grupo que estreia em agosto 2011 no Teatro Alfa.